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Ainda estamos aqui

9 de abril de 2020

Gente, não tá fácil. Não mesmo. Estou em casa com as crianças há mais de 20 dias (demorou para haver teletrabalho na repartição). E, de repente, uma vida com rotina certinha ficou em suspenso. E, no lugar dela, entrou uma vida louca, difícil de regrar, com uma casa para arrumar e limpar, roupa para lavar, comida pra fazer todo dia, louça inesgotável para lavar, crianças para cuidar e para acompanhar nas milhões de tarefas que a escola manda, teletrabalho nas horas vagas. E a saudade, a saudade dilacerante de abraçar os meus pais, os amigos, as pessoas com quem convivo todos os dias.

Sei que falo de um lugar de privilégio total – tenho um teto seguro sobre a cabeça, roupas para vestir a mim e aos meus filhos, comida à mesa. Posso me dar ao luxo de não sair para nada, pois meu trabalho permite que eu faça minhas atividades em casa, sem qualquer prejuízo à minha remuneração. Tenho um marido que está sempre do meu lado. Sei que meus pais e familiares estão bem, saudáveis e seguros, em suas casas. Por tudo isso, sou profundamente grata.

Mas, ciente de tudo isso, sofro. Sofro, sim, pelas minhas perdas temporárias – perda de referências, de planos, de rotina, de contato próximo – são insignificantes diante do cenário atual, mas doem do mesmo jeito. Mas sofro mais ainda por quem perdeu: pelos trabalhadores que perderam seus empregos, pelos empreendedores que perderam seus negócios, pelas pessoas que perderam quem amam. Sofro por cada dia vivido nesses tempos de obscuridade – e pelo tempo que nos falta para voltar a ver alguma luz.

E para não perder as esperanças diante de tudo, para não perder a ternura quando o mundo nos faz endurecer, para não perder o rebolado que a vida exige, a gente precisa se voltar para dentro. Para dentro de casa, onde podemos proteger a nós mesmos e a quem está mais exposto que nós. Para dentro da cozinha, onde brotam os sabores que nos reaproximam de que está longe. Para dentro de nós mesmos, para que não nos percamos de quem somos, e de quem queremos ser quando tudo isso acabar.

A você, leitor@ querid@, eu desejo calma e coragem. Criatividade para reinventar seu trabalho e a forma como você encara as atividades da casa e o tédio (se houver). E a capacidade de ressurgir inteir@ e ainda mais forte ao final dessa pandemia.

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Olá! Sou Letícia Ono, uma redatora publicitária candanga que descobriu, entre panelas e assadeiras, que cozinhar é a forma mais gostosa (e divertida!) de demonstrar carinho.

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